Meio dia, o telefone toca, uma voz fria e seca procura pela família de um homem, o homem mais correto e honesto que já conheci, tinha uma noticia catastrófica para dar, noticia essa que não quis ouvir, que não quis acreditar.
13 de maio de 2007, dia das mães, Rômulo João do Nascimento falecia no hospital da Previdência em Belo Horizonte, as exatas 13 horas e 45 minutos, parentes, amigos, todos chegavam a casa da família, todos sem acreditar no que se passava, ninguém queria aceitar aquela situação.
Parecia tudo tão surreal, era tão estranho, nada fazia sentido, já não tinha forças para lutar contra aquela mensagem que insistia em martelar a minha cabeça.
23 horas e 28 minutos, tudo se encaixou, aquela mensagem da hora do almoça começou a fazer sentido, tudo se ligava e as pessoas começava a acreditar no inacreditável, chegava ao velório municipal de Jaboticatubas o corpo sereno, tranqüilo e límpido de Rominho, há o nosso Rominho já não estava mais entre nós, “o Rafa papai não volta mais para casa, nunca mais”, essa palavras, dita por minha mãe quando ela chegou em minha casa jamais sairão da minha mente. Rominho veio em uma Kombi negra que nos obrigava a engolir aquela noticia, ela trazia o corpo do homem mais bondoso que já houve nessa terra.
Madrugada do dia 14, a mais longa e ao mesmo tempo tão curta, as horas passavam rápida, os momentos iam se extinguindo, tudo agora não passava de lembranças. O dia amanheceu as horas correram como se quisessem fazer aquela angustia acabar logo, mas as horas, coitadas, não sabiam que aquela angustia se tornaria eterna.
11 horas e 18 minutos, bom acabou, nosso saudoso Rominho se despedia em um Adeus eterno, a luz de seus olhos verdes se apagava para o nosso mundo, mas continuaria sendo a luz guiadora de sua família para o resto da vida, já não havia mais tempo era hora do ultimo “Tchau Pai”.
Acabou? Quem foi que disse? Rominho se foi em um Adeus eterno, mas deixou suas raízes. Ré, Ró, Junior, Mãe, somos nós, os únicos que podemos continuar o legado deixado por ele. Ele nos ensinou a ser grandes, honestos, pessoas de bem.
Pai lembra: “desculpa filho, mas não briga comigo não” essas foram as ultimas palavras do senhor para mim, mas brigar por quê? Por que você foi à pessoa mais excepcional que conheci? Por que você foi o melhor pai do mundo? Por que você era o homem mais família que já conheci? Ou por que você viveu por nós?
Hoje eu te peço perdão Pai, por ter brigado com o senhor, por ter discutido, por não ter sido o filho que você merecia ter. Mas saiba pai onde quer que o senhor esteja seu filhinho aqui sempre te amará, e levará seus ensinamentos para o resto da vida.
Há Pai em 2011 eu formo não se esqueça, te espero!!!
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário