segunda-feira, 22 de março de 2010

A vida é assim...


A vida, como diz o poeta “...por mais que esteja errada, sempre desejada, ninguém quer a morte...”, verdade que não está ao nosso alcance decidir quem morre ou vive. Certo é, os que se vão sempre deixam parentes e amigos, que em algum momento se perderam em saudade eterna e buscarão refúgios em momentos felizes e marcantes. Que de alguma forma os mantém próximos em lembranças imortalizadas por aqueles que ficam, ate porque esquecer alguém que durante anos fez parte de sua vida é impossível.
A vida tem o seu contraste, às vezes avisa quando vai agir. Mas muitas vezes vem assim, sem avisar, apenas acontece, tirando pessoas queridas e deixando um vácuo em nosso peito que por mais que o tempo passe jamais será ocupado. Ele sempre estará lá, aberto demonstrando que alguém já não faz mais parte de nossas vidas. E que tudo agora não passa de sonhos e saudades.
Um contraste tão grande que perdemos o chão por baixo de nossos pés. Puxamos o oxigénio que não chega aos pulmões. Sentimos que o fim de uma vida é também o nosso fim.
Como uma vela que vai acabando aos poucos a vida também vai ficando mais curta a cada dia, vai se esvairando lentamente, deixando marcas inesquecíveis que se tornarão lembranças eternas de alguém que se tornou eterno. Como uma vela quando está em seu fim, enxergamos o ultimo lampejo de luz que um dia iluminava a vida de muitos, mas agora está apagada, junto com sonhos e desejos que a partir desse momento se torna lembranças de alguém que nos marcou muito por toda a eternidade.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Para sempre


Um dia alguns amigos se juntaram para criar um time. Uma equipe que juntos pudessem simplesmente se divertir em um torneio de Verão. Ocupar um espaço livre das noites de janeiro. Mas esse time foi mais, foi como um sonho, que brilhou e iluminou por várias férias a vida de vários desses jovens e até mesmo de amigos que iam a quadra torcer por seus colegas atletas.
Um time que fortaleceu o sentimento da amizade e que recriou o significado da união para esses jovens. Um time que marcou sua época, com uma torcida inflamada de dar inveja a Galoucura e Máfia Azul, que não ligava para resultados ou títulos, talvez a maior vitória já houvesse sido conseguida. Não, era mais, era um título que desafio qualquer outra equipe na terra conquistar, esses amigos estavam juntos e prontos para se ajudarem no que der e vier. À amizade já era grande demais e inconfundível. Vencer uma partida era apenas um detalhe minúsculo como um grão de areia perto da união criada por esse elo que um dia foi time de vôlei, que se sagrou e marcou sua história na quadra Poliesportiva Tancredo Naves.
Algo que começou tão pequeno, mas que em pouco tempo se tornou tão grande e tão perceptível que suas histórias ultrapassaram fronteiras e se imortalizou nas memórias daqueles que um dia participaram ou ouviram falar desse tal TSUNAMI.
Hoje nos restam as lembranças e a certeza de que cada momento e cada concentração nos vestiários valeram à pena, que cada jogo foi muito curto para contar uma história tão grandiosa e tão maravilhosa. Agora, só temos às fotos, as lembranças e as histórias que sempre serão contadas por todos aqueles que viveram o verdadeiro amor pelo esporte e a verdadeira alegria de jogar entre amigos, trajados de vestimentas Azuis como o céu, que declarava a infinita paixão daqueles que um dia envergaram com todo o orgulho do mundo a camisa do inesquecível TSUNAMI. Que hoje vive em nossas memórias e que jamais vai morrer enquanto houver pessoas que levem e cantem suas façanhas pelos quatro cantos do Mundo
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sexta-feira, 13 de março de 2009

De Springfield para o mundo


Em busca de uma alternativa para a pratica de esporte em pleno inverno americano, o diretor do Springfield Colege, Luther Halsey Guillick convoca o professor canadense James Naismith para criar um esporte que pudesse ser praticado em ambientes fechados. Com muita dificuldade Naismith, procura uma alternativa diferente das já conhecidas. Ele queria um esporte jogado com as mãos, diferentemente do futebol, e menos violento que o futebol americano. Naismith decide que o esporte deveria ter um alvo fixo, pendurados em uma parede a 3,05 metros de altura, evitando que os jogadores de defesa retessem as bolas no cesto, essa altura permanece até hoje no basquete.
Não há uma data certa da criação do novo esporte de Naismith, o que se sabe é que o esporte foi criado em dezembro de 1891pouco antes do natal. A primeira partida oficial foi no dia 11 de março de 1892, entre o time formado por alunos versos o time formado por professores da escola de Springfield. Os alunos ganharam de 5 a 1, a partida foi disputada no ginásio Armory Hill, com a presença de cerca de 200 pessoas. Em 1895 a tabela foi oficialmente introduzida ao esporte e em 1936 o Basquete foi incluído aos Jogos olímpicos, na ocasião nos jogos de Berlim.
No Brasil o basquete chegou em 1894 com o americano Augusto Shaw. Professor de artes que vinha para São Paulo lecionar na escola Mackenzie. O basquete foi aceito rapidamente pelas mulheres o que dificultou sua aceitação entre os homens, devido o machismo da época. Ainda assim Shaw conseguiu formar uma equipe masculina, formada pelos alunos Horácio Nogueira, Edgar de Barros, Pedro Saturnino, Augusto Marques Guerra, Theodoro Joyce, José Almeida e Mário Eppinghauss.
Apesar de ter começado em São Paulo, a aceitação do esporte começou a ser maior no Rio de Janeiro, através de Oscar Thompson e Henry J. Sims, professores de educação física.
O primeiro jogo oficial de basquete no Brasil, aconteceu no ginásio Rua da Quitanda em 1912, no Rio de Janeiro, entre a seleção do Chile e o América do Rio, primeiro time a introduzir o esporte no clube, o América venceu por 5 a 4. Em 1922 foi convocada a primeira seleção brasileira que disputou o torneio latino-americano, com Argentina e Uruguai, o Brasil foi o vencedor do torneio. No dia 26 de dezembro de 1941 foi criado a Confederação Brasileira de Basketball.
Atualmente o cenário do basquete brasileiro é lamentável com a seleção masculina tendo ficado fora das duas ultimas olimpíadas, e a seleção feminina tendo uma modesta apresentação nos torneios disputados, sendo terceiro lugar nos jogos de Sidney. Feitos considerados muito pouco para um Basquete que já ganhou dois Pan-americanos, como o feminino de Paula e Ana Moser, e o masculino de Oscar, em uma memorável vitoria contra o super time americano, alem de um mundial.
Devido a falta de organização e o pouco investimento, o basquete no Brasil caiu em esquecimento, como comenta o professor de educação física Daniel Martins, “o basquete no Brasil foi esquecido, a Confederação brasileira está desorganizada o que está tirando da seleção jogadores que atuam na NBA, a liga americana, eles já não querem mais jogar pelo Brasil, devido o descaso da confederação com o esporte, não existe jogadores com o espírito do Oscar.” Daniel ainda acrescenta que a medida tomada pelos times da liga nacional, em tomar o comando da confederação brasileira é muito importante já que da um novo fôlego ao esporte, dando esperança de dias melhores e ate a formação de equipes fortes novamente.
Atualmente o esporte é praticado por mais de 450 milhões de atletas no mundo inteiro, em 212 países, em 5 continentes.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Valeu, valeu muito....

Segunda feira, 17 de Novembro, estava eu trabalhando, normalmente, como qualquer outra segunda, ate que veio uma noticia, surpreendente, inacreditável, inaceitável.
Veio o que muito esperava, mas que ninguém queria acreditar, Dyever, um amigo, companheiro, colega, estava nos dando adeus, parece mentira mas não era, seu coraçãozinho insistiu durante toda a tarde, nos dando esperança de que o quadro ia mudar. Não mudou, Dy, você realmente nos deixou, tão cedo, tão jovem, com tantos sonhos. Agora só a saudades e recordações nos faz lembrar de você.
Mas saiba parceiro, você foi um vencedor, venceu o mundo dos mortais, conseguiu tirar de letra esse mundo tão cruel e violento, que hoje foi ainda mais cruel conosco, tirando você de nós. É, você venceu, passou por essa prova que nosso senhor Deus te deu.
Valeu a pena meu amigo, como já dizia o Falcão, vocalista da banda que você tanto admirava, valeu te conhecer, valeu viver com você, valeu chorar com nosso Galo ao seu lado, Galo esse que nunca mereceu sua dedicação e amor, Galo esse que perde um de seus mais fieis torcedor.
Só nós sabemos o quanto você lutou, brigou, foi forte. As morenas já não têm mais o mesmo valor, Jabo já não tem tanta graça mais, as musicas do Rappa já não são tão empolgantes como antes.
Amigos, custamos a encontrar, são raras as pessoas que merecem ser chamadas de amigos, talvez por isso nosso bom Deus quis você do lado dele tão cedo, amigo você vai ficar em nossa memória, vai conosco por toda a nossa vida, iluminando nosso caminho. Você sai de nossas vidas para se tornar uma estrela que vai brilhar e iluminar nós seus amigos e todos os seus familiares.
Pensar que suas brincadeiras, e sorrisos, sua enchessão de saco, suas frases criadas sem mais nem menos, tudo agora é só lembrança, só lamento, mas o que nos conforta é saber que de você só nos resta boas lembranças, de momentos inesquecíveis vividos ao teu lado.
Parceiro valeu a pena, que Deus te tenha em um excelente lugar, e ate um dia por que, qualquer dia amigo eu volto a te encontrar.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Nem eu sei direito....

Bom, já são 21 anos e dizer o que? Que perdi meu pai no ano passado? Que minha mãe quase morreu de câncer? Que quase fiquei sego depois que um cachorro me mordeu?
Sim, tudo isso é verdade, tudo isso aconteceu e ate hoje me recordo, me marcou de forma surpreendente. Meu pai foi um herói, um rei que aprendi a admirar, e hoje tenho saudades, sei que poderia ter aproveitado mais, mas como dizem, só depois que a gente perde é que damos valor.
Mas hoje, perto de completar 21 anos, prefiro falar, das brincadeiras de criança, das peladinhas na rua, dos Cavaleiros do Zodíaco, dos esconde esconde, dos tombos de bicicleta, das risadas entre amigos, das idas no sitio de Gabriel, dos domingos de páscoa com mascarados, dos choros com meu Galo doido, dos beijos, dos meus amigos que sempre me apoiaram, de pessoas que conheci, de lugares que vi.
Hoje prefiro lembrar das coisas boas que vivi, das pessoas que conheci, meu pai, claro tem seu lugar especial, sei que está feliz em algum lugar e que ta me vendo, me apoiando, me guiando. São 21 longos e bem vividos anos, arrependimentos? Nem um. Frustrações? Varias. Tristeza? Talvez só uma.
Esse sou eu, essa é minha vida, vivi 21 anos muito bem vividos, com pessoas legais, com uma família maravilhosa, faço a faculdade que escolhi, tenho uma vida maravilhosa, reclamar de que?
Hoje só tenho a agradecer a meu bom Deus por tudo que me proporcionou, e agora é só esperar os próximos 21, que tenho certeza, será muito melhor que esses já vividos.
Que venha os próximos 21 anos.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Eu Vi

Eu vi meu filho
frágil, sofrido,
ensanguentado
Eu vi...
Ali, numa cama de hospital
Meu filho
Agulhas, soro, remédio, medo
E uma enfermeira de avental
Ali... numa cama de hospital
Angústia, noites de espera
Orações... incerteza...
Eu vi...
No fundo do olho dele
Eu vi... Ali...
No fundo do olho dele
Deus.
Deus,
Força, coragem, amor
Paciencia, solidariedade
Tudo isto eu vi
E senti
Eu vo o milagre acontecer
E meu filho vencer
Ver
E voltar
Para o lar
Eu vi meu filho correr
E ser...
Ser menino outra vez!
Obrigada Deus.



Autoria:
Nívea Marques e Nascimento

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Lá se vai o circo, mais uma vez...

Respeitável publico,
O circo está se despedindo.
Quanta hipocrisia, lá se vai mais uma época de eleição, mais uma vez pessoas bem vestidas foi bater na porta de sua casa para pedir seu voto, te enchendo de promessas e desculpas. Mais uma vez entraram sem ser convidados, usando da televisão, sua maior arma.
É sempre a mesma conversa, políticos chegam com suas conversas mansas sempre de bom grado e com promessas de encher os ouvidos. Caímos nesse papo furado de dois em dois anos, nunca paramos para pensar de verdade, nunca vemos o que realmente aquele simples e rápido gesto de cidadania, isto é, se ela realmente existir, vai nos custar.
Talvez seja a única vez que nós, brasileiros somos brasileiros, sem sabermos, mas esse país está em nossas mãos. Há, quem dera se aquele fervor que toma conta de milhões de pessoas nas semanas que antecedem as eleições continuasse depois dela. É como um circo que se arma em uma cidade do interior, cria um grande fervor e quando tudo está as mil maravilhas, vai embora, deixando saudades, não que época de eleição deixe saudades, mas é emocionante ver como a sociedade se envolve, pena que fica ali, somente naquele momento, e que depois tudo volte ao normal.
Pessoas desinteressadas, que criticam e chamam de ladrão, mas elas não sabem que cabe a elas fiscalizar essa turma que ta no poder? Somos nós os donos do país, apenas escolhemos quem vai nos representar, pena que na maioria das vezes escolhemos pessoas erradas. Claro que mesmo nesse mundo sujo e cheio de podridão existe suas exceções.
Bom o circo está indo embora e daqui a dois anos estará de volta, da mesma forma, pedindo nosso voto, pela TV e pelo rádio, e até mesmo batendo em nossa casa, agora é torcer para que quando ele voltar, essa sociedade esteja mais madura para fiscalizar de vez e não deixar que se torne mais uma vez apenas uma emoção passageira.
Tomara que pelo menos desta vez o circo não tenha ido embora com as pessoas de bem, deixando para a sociedade apenas as brincadeiras e aprontações dos palhaços.